Ouvir falar em deficiência do hormônio do crescimento pode causar estranhamento.
Isso acontece porque, para muita gente, esse hormônio ainda está associado apenas à infância, mas ele continua tendo um papel importante também na vida adulta¹,².
A Deficiência do Hormônio do Crescimento (DGH) ocorre quando o organismo passa a produzir esse hormônio em quantidade menor do que o necessário. Na fase adulta, essa redução pode impactar diferentes aspectos do corpo e do bem-estar, muitas vezes de forma silenciosa e gradual¹,².
Qual é o papel do hormônio do crescimento no adulto?
Na vida adulta, o hormônio do crescimento participa de processos essenciais para o equilíbrio do organismo. Ele contribui para a manutenção da composição corporal, auxilia a saúde dos ossos e dos músculos, influencia o metabolismo de gorduras e está relacionado à sensação de energia e disposição no dia a dia¹,².
Quando há deficiência, esses processos não se manifestam de forma brusca. As mudanças costumam acontecer aos poucos, o que torna mais difícil perceber quando algo está fora do esperado¹.
Como a DGH costuma se manifestar?
Os sinais da DGH nem sempre são evidentes. Muitas vezes, eles se instalam de forma gradual e acabam sendo atribuídos ao cansaço da rotina, ao passar do tempo ou até a outras condições de saúde¹,².
É comum que a pessoa perceba uma sensação persistente de cansaço, mesmo após períodos adequados de descanso. Com o tempo, podem surgir mudanças na composição corporal, como a redução gradual da massa muscular e o aumento de gordura, especialmente na região abdominal¹,².
Outras alterações acontecem de maneira ainda mais silenciosa, como a diminuição da densidade óssea, que nem sempre provoca sintomas imediatos, mas pode impactar a saúde ao longo do tempo¹,². Tudo isso pode vir acompanhado de uma sensação geral de menor vitalidade, como se o corpo tivesse mais dificuldade para responder às demandas do dia a dia.
Cada organismo reage de um jeito. Por isso, esses sinais não aparecem da mesma forma para todas as pessoas e não devem ser interpretados isoladamente¹.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da DGH é clínico e laboratorial¹,².
Ele envolve avaliação médica especializada, análise da história do paciente e exames específicos para confirmar a deficiência.
Não é possível tirar conclusões apenas com base em sintomas. O acompanhamento médico é fundamental para compreender o quadro de forma adequada e segura¹,².
Como a DGH é tratada?
Quando o tratamento é indicado, ele acontece com acompanhamento médico contínuo¹,². O objetivo é ajudar o corpo a recuperar equilíbrio ao longo do tempo, respeitando as necessidades e características individuais.
O tratamento é construído com ajustes graduais, monitoramento e diálogo constante com o profissional de saúde, sempre considerando o ritmo de cada pessoa¹,².
Cuidar da DGH é cuidar da qualidade de vida
Informação clara traz mais segurança e permite que o cuidado deixe de ser uma fonte de ansiedade para se tornar parte da rotina¹.
No NovoDia, o apoio acontece justamente nesse ponto: ajudando a transformar informação em orientação prática, para que cada pessoa possa seguir no seu ritmo, com mais clareza e confiança.
REFERÊNCIAS:
1 Garmes HM, Boguszewski CL, Miranda PAC, Martins MRA, da Silva SRC, Abucham JZ Filho, de Castro Musolino NR, Vilar L, Portari LHC, Gadelha MR, Kasuki L, Naves LA, Czepielewski MA, de Almeida TS, Duarte FHG, Glezer A, Bronstein MD. Management of hypopituitarism: a perspective from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism. Arch Endocrinol Metab. 2021 Nov 1;65(2):212-230. doi: 10.20945/2359-3997000000335. Epub 2021 Feb 24. PMID: 33905631; PMCID: PMC10065316.
2 Mark E. Molitch, David R. Clemmons, Saul Malozowski, George R. Merriam, Mary Lee Vance, Evaluation and Treatment of Adult Growth Hormone Deficiency: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, Volume 96, Issue 6, 1 June 2011, Pages 1587–1609, https://doi.org/10.1210/jc.2011-0179
Conteúdo incluído em: 22/02/2026 00h00