Diagnóstico

Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

Para ver qual é o seu IMC, acesse a calculadora da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). 

 

Distribuição de gordura corporal

A relação circunferência abdominal/quadril (RCQ) foi inicialmente, a medida mais comum para avaliação da obesidade central, mas há aproximadamente 20 anos reconheceu-se que pode ser menos válida como medida relativa. No entanto, na população brasileira, a RCQ também demonstrou associar-se a risco de comorbidades.

A medida da circunferência abdominal reflete melhor o conteúdo de gordura visceral que a RCQ e também se associa muito à gordura corporal total.

A tabela abaixo apresenta sugestões de pontos de corte da circunferência abdominal para diagnóstico de síndrome metabólica pelo critério da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

A relação entre circunferência abdominal e gordura corporal difere segundo a idade, diferentes grupos étnicos.

 

Critério Obrigatório:
  • Brasileiro*: ≥90 cm (H); ≥80 cm (M)
  * Sul-asiáticos como referência.
Mais 2 de 4 critérios:
  • Triglicérides ≥150mg/dl ou tratamento
  • HDL <40mg/dl (H); <50mg/dl (M)
  • PAs ≥130 ou PAd ≥85mmHg ou tratamento
  • Glicemia de jejum ≥100 mg/dl ou diagnóstico prévio de diabetes (Se glicemia >99 mg/dl, o teste de tolerância à glicose é recomendado, mas não necessário para diagnóstico da síndrome metabólica).

 

A medida da circunferência abdominal reflete de forma indireta o conteúdo de gordura entre os órgãos da região. A Organização Mundial da Saúde estabelece que a medida da circunferência acima do limite citado acima já aumenta o risco, especialmente, para doenças ligadas ao coração.

Eliminar gordura abdominal por meio da redução da ingestão calórica e prática de atividades aeróbicas, como caminhada, bicicleta, corrida, pode trazer muitos benefícios, ao reduzir os riscos de doenças. Mudando hábitos, dá para viver mais e melhor.

 

Referencias:

http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/imc (acesso em 07/04/2017)

https://www.endocrino.org.br/obesidade/ (acessado em 11/4/2017)

Diretrizes Brasileiras da Obesidade 2016.

 

NDIM-002-05/2017